sábado, 30 de janeiro de 2010

monotonia

deitei-me cedo, acordei tarde. talvez seja só o meu querido metabolismo a precisar do seu sono de beleza. talvez seja o meu inconsciente a pedir uma pausa, ainda que breve, numa vida curta. acordei com uma sensação de mau estar que já me invadia há dois ou três dias, pensamentos derrotistas floreavam toda a minha cabeça. não estou a fazer o que é certo. tenho-me sentido bastante deslocada do sentido que a minha vida deveria ter, ou do sentido que eu gosto. não sou quem quero. sou uma versão rasca de mim mesma. acordei, despedi-me com frieza de todos os que mais uma vez me iriam abandonar. deitei-me no sofá, assisti à minha série de televisão preferida mais uma vez. lembrei-me de quando ali estavas comigo no mesmo sofá, a ver a mesma série. a nossa preferida. perguntaste-me porque é que não me vestia. não sei o que respondi, mas lembro-me exactamente do sorriso que fizeste. o meu sorriso, de mais ninguém. peguei no telemóvel e vi todas as mensagens que tinha recebido durante a minha santa sonolência. 5 mensagens. nem me dei ao trabalho de ler. continuei a ver a série. o dia vai a meio, mas já sei que amanhã ao pensar no dia de hoje sentirei que perdi uma oportunidade de fazer algo que realmente gosto, alguma coisa que me apetece realmente para além de ver a nossa série e relembrar coisas mortas. e assim tem sido todos os dias.

1 comentário:

  1. Às vezes a vontade de mudar as coisas não é forte o suficiente, mas é o principio de qualquer coisa!

    Beijinho*

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